Carnes

>Bifes de peru

>Ontem fiz para o almoço os tradicionais bifinhos de peru no forno.

Os tais da sopa de cebola e natas que todo mundo conhece e que cá em casa gostamos muito.

Eu costumo panar os bifes na parte do pó da sopa de cebola e coloco-os no tabuleiro, em cima ponho cogumelos laminados e as natas, costumo juntar mais um bocadinho de leite para não ficar sem molho e polvilho com as “casquinhas” da sopa de cebola.

Depois é só levar ao forno por pouco mais de meia hora e está pronto

Nota: no seguimento de uma reclamação venho acrescentar que para 4 ou 5 bifes que foi o que levou este tabuleiro eu não deitei um pacote inteiro da sopa de cebola, porque se não fica com um sabor demasiado forte, para esta quantidade, um pacote dará para duas vezes.

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Doces de colher, Pudins

>Pudim de pêssego

>Ontem apetecia-me algo doce, mas nem sabia muito bem o quê então vim dar uma olhada nos blogs para vêr se aparecia alguma coisa interessante e vi um pudim de pessego aqui com aquele aspecto mesmo a dizer come-me eheheh

Vai daí meti mãos á obra e fui vêr o que tinha cá em casa para o fazer e como costume lá inventei um bocadito, primeiro porque dois pacotes de natas me pareceu muita gordura então para não inventar muito resolvi fazer só metade da receita o que para dois é mais que suficiente.

Então usei uma lata de pessego em calda partidinho aos pedacinhos usei a calda que vem na lata e completei com água as três chávenas recomendadas e juntei só meia chávena de açúcar, levei ao lume até ferver e dissolver o açúcar.

Depois de retirar do lume juntei dois pacotes de gelatina que era suposto ser de pêssego mas que foi de pessego e manga porque era o que havia.

Juntei no fim um pacote de natas sem bater, foi ao frigorifico em forma de buraco e desenformei e ficou assim.

Não consegui virar ao contrário para ficar mais bonita, mas isso é só para especialistas eheheheh

Olhares, Pintura

>Parabens

>Ao meu pai que faz hoje 60 anos.

E que quando pensava que as maiores batalhas estavam ganhas,
passar pela guerra em angola,
a adaptação a um pais tão dificil sem falar a lingua como a alemanha
teve uma batalha maior para vencer
da qual teve que desistir porque se esqueceu
ao fim de 10 anos porque lutava.

E porque este inimigo invencivel
tem um nome
Alzheimer


O demente de Paul Klee modificado carregando uma cruz

Olhares

>A um ausente

>

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescênciade
viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.

Carlos Drummond de Andrade

Açorda, Bacalhau, Peixe

>Açorda de bacalhau

> Hoje para jantar convidámos o bacalhau e como adoro açorda e nem por isso o convidado, juntei os dois e deu um jantar muito apetitoso.

Cortei ás rodelas uma cebola média, piquei três dentes de alho e foi ao lume com azeite e folha de louro, só até a cebola ficar ligeiramente transparente, juntei um tomate grande bem madurinho congelado e partido aos pedacinhos.

Entretanto dei uma fervura ás duas postas de bacalhau e desfiz em lascas grosseiras que juntei em seguida ao refogado. Ao refogado vai-se juntando água da fervura do bacalhau.

Este processo é muito rápido, porque não convém que fique tudo muito desfeito, fica bom se encontrar-mos os pedacinhos dos ingredientes.

Juntei três pães tipo bico ou carcaça, partidinhos aos pedacinhos pequenos e fui juntando mais água da fervura do bacalhau para não ficar seco nem empapado.

Em cima deitei dois ovos, que não deixai escalfar, porque cá em casa somos anti ovos crus, desde que as galinhas andam engripadas, por isso desliguei logo o fogão e mexi tudo de maneira a cozer os ovos e dar uma consistencia mais cremosa á açorda.


Esta quantidade dá para mais ou menos para três pessoas que em situação de não festa comam quantidades normais

Olhares

>Sonhar sempre

>

“Eu tenho uma espécie de dever, de dever de sonhar,de sonhar sempre, pois sendo mais do que um espectador de mim mesmo, Eu tenho que ter o melhor espectáculo que posso.
E assim me construo a ouro e sedas, em salas supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho entre luzes brandas e músicas invisíveis”.

Fernando Pessoa, Livro do Desassossego
Bolos, Coco

>Bolo do Miguel

>
Este bolo é bom para aproveitar as claras que sobram do Pão de ló

Ingredientes:
6 claras (ou as que se tiver) e 2 ovos inteiros
150 gr de manteiga
340 gr de açúcar
250 gr de farinha
sumo de 2 laranjas
raspa de uma laranja
100 grs de coco

Preparação:
Bate-se a manteiga com o açúcar até formar um creme homogeneo.
Junta-se os 2 ovos inteiros, o sumo e a raspa de laranja.
Batem-se as claras em castelo e vai-se adicionando, alternando com a farinha.
No fim junta-se o coco. Coze a 180º.

Nota: Bater tudo muito bem com a batedeira electrica, no mínimo 5 min e quando se colocar no forno colocar por cima da forma uma folha de alumínio, que se retira ao fim de cerca de 20 min.