Compotas doces e geleias, Marmelada, Marmelo

>Marmelada

>Este ano resolvi fazer a marmelada de maneira diferente docostume, porque os marmelos lá da quinta de tão biológicos, para além dos habitantes proteicos, já estavam a ficar estragados.

Não sei como é que um fruto com um ar tão saudável termina tão contaminado.

Como tive que os partir quase todos, para retirar as partes estragadas, resolvi descasca-los também e partir-os aos pedacinhos.

No fim de tudo escolhido fiquei com

2kg de marmelo que meti na panela
Juntei 1,5kg de açúcar e uma chavena de água.

Levei ao lume até cozer o marmelo, penso que demorou mais ou menos uns 40 min, a ferver em lume brando, porque em lume forte começou a fazer espuma.


No fim triturei tudo com a varinha e ficou assim douradinha, no outro processo que eu costumava fazer, ficava mais branquinha, mas em sabor esta, está igualmente boa.

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Compotas doces e geleias

>Doce de amoras

>Penso que todas as pessoas que de alguma maneira tiveram contacto com o campo e a aldeia, quando eram pequenos “foram ás amoras” e eu também não fui excepção, era uma coisa que gostava muito ainda que muitas vezes nem sequer as comesse, gostava era de ir á procura, do frutito negrinho no meio das silvas e de traze-lo para casa.

Algumas vezes serviam para fazer experiencias e uma dessas experiencias foi fazer vinho de amora, em conjunto com a minha prima Paulinha que vivia em Lisboa e ia de vez em quando á provincia passar uns dias nas ferias e que tinha uma imaginação prodigiosa para essas experiencias.

Claro está que nunca saiu vinho nenhum, mas o tempo era muito bem passado na manufactura e na espera do resultado.

Agora, descobri que este frutito até pode ter outras aplicações, bem mais interessantes, assim como doce.

Para experimentar resolvi fazer pouco e como sempre com pouco açúcar.

500gr de amoras
250gr de açúcar
1 pau de canela

Como todos os doces que faço, levo ao lume primeiro muito brando a fruta com o açúcar, depois de começar a ganhar molho, levanto um bocadinho a temperatura e deixo ferver, a meio deito o pau de canela e deixo ganhar um bocadinho de ponto.

Neste caso não triturei, para se encontrar os pedacinhos das amoras

Depois de estar pronto retiro o pau de canela e meto em frascos de vidro com tampa de metal e enrosco logo ainda bem quente.

Tartes

>Tarte de amoras

>Como tenho visto nos blogs montes de receitas de amoras, no fim de semana fui aos sogros e aproveitei para ir ao campo apanhar algumas.

Assim fiz uns frasquinhos de compota e do que sobrou fiz esta tarte que vi aqui , que teve que ser só metade da receita, porque já não tinha amoras suficientes.

Base
300 g de Farinha
150 Margarina
100 g de Açúcar
70 g de Água

“No copo da bimby (também pode ser feita numa batedeira com o batedor das massas grossas) colocar todos os ingredientes e programar 25 segundos velocidade 5.”

Eu como não tenho Bimby fiz mesmo á mão como as outras massas de tarte

Forrar uma tarteira com esta massa, reservar uma parte da massa para fazer a decoração.
Depois de forrada a tarteira colocar no frigorífico até ter o recheio pronto.

Para o recheio:
400 g de Amoras
150 g de Açúcar
40 g de Amido de Milho (Maizena)
1 colher de chá de Canela em pó
Sumo de 1/2 Limão
2 colheres de sopa de Margarina (esta parte omiti)

Mistura-se o açúcar com a farinha e a canela.
Envolver nas amoras com muito cuidado para não as esborrachar muito, mas de forma a que todas fiquem bem “panadas”.
Deitar esta mistura por cima da massa da tarte, salpicar com o sumo de limão e espalhar nozes de margarina.
Decorar a gosto com a restante massa.

Levar a forno pré-aquecido a 180º durante cerca de 40 minutos.
Esta tarte é muito boa ainda morna, servida com gelado.

A minha ficou assim pequena, porque fiz só metade, mas recomenda-se fazer a receita completa, porque fica deliciosa

Viagens- S.João de Tarouca

>S. João de Tarouca

>Esta semana, tive uma surpresa, diz que o meu blog está em destaque no Paracozinhar.

Um facto que me merece uma comemoração, não que eu ligue a prémios nem a nomeações, mas senti-me antes na obrigação de colocar alguma coisa de importante e como de cozinha ando fraca, resolvi colocar um pouco da arte que se esconde pelo nosso Portugal.
Por em destaque um tesouro do nosso património escondido numa zona, que muita gente nem imagina onde fica e que o estado também não se interessa muito em divulgar, nem em proteger, dado que como nos disse o senhor que toma conta da igreja do convento, por carolice e amor ao mesmo, o estado até quer fecha-lo, porque não quer pagar a ninguem para tomar conta.

O que é uma pena, porque como já li em varios sitios,
é um lugar mágico num vale encantado.

Numa encosta da Serra de Leomil, no distrito de Viseu, ainda que mais perto de lamego e ergue-se num grande vale, ao fundo do qual corre o rio Varosa, um lugar paradisiaco, longe das estradas nacionais e do bulicio do transito, onde só se ouvem os galos das quintas e a água que vai correndo pelas encostas em regatos que vão ter ao rio.

Foi o primeiro mosteiro da Ordem de Cister fundado em território português, no séc. XII, num local de forte tradição monástica evidenciada na própria invocação do mosteiro a São João, já que, por norma, os cistercienses dedicavam as suas abadias à Virgem Maria.


A Igreja de São João de Tarouca


De arquitectura românica, gótica, com portal renascentista, sofreu progressivas alterações durante o século XVII, nomeadamente na fachada.

A planta, cruciforme de três naves, sendo a central mais elevada, proporciona volumes articulados, nos quais se endossa a torre sineira.

Os altares são de talha dourada, contendo retábulos de pintura sobre madeira, da qual avulta o de São Pedro, o de Nossa Senhora da Glória e o do altar de São Miguel.

Na nave central, a peça mais notável desta igreja é sem dúvida o cadeiral barroco.

Sobre os espaldares estão pintadas personalidades ligadas à Ordem de Cister emolduradas por um notável trabalho de talha em ouro.

O pulpito

E um orgão onde a figura de um homem com barbas marcava o compasso da música movimentando o braço e a boca.

O altar central e pormenores em seu redor

Pormenores dos painéis de azulejos dos inícios do séc. XVIII que ilustram a história da fundação do mosteiro

dee pinturas

e do tecto

Uma das naves laterais, onde podemos contemplar uma serie de capelas com pequenos altares, todos eles também em talha dourada e que comunicam entre si, formando a pequena nave lateral.

Nesta abadia repousa D. Pedro Afonso, um dos filhos bastardos do rei D. Dinis, num enorme sarcófago em pedra de granito encimada pela estátua jacente e decorado com cenas de caça

Na sacristia podemos contemplar valiosos azulejos, móveis e pequenos retábulos.

E o tecto semelhante ao do altar central

Foi provavelmente o primeiro mosteiro Cisterciense em Portugal e se a maioria do complexo é uma ruina perfeita, como se vê nas primeiras fotografias o interior da igreja está perfeitamente cuidado e mais ou menos recuperado.

No fundo do vale a ponte romanica, une as duas margens do rio e está num estado razoável de conservação, mas completamente infestada de heras, que me parece a longo prazo serão a sua ruina.
E o rio que lá vai correndo, no seu alegre cantarolar,transportando as aguas das serranias, incolume aos problemas da conservação do patrimonio, fazendo as delicias de quem passa, levando as suas máguas para outras paragens.

Alguns pormenores históricos foram retirados da wikipédia e outros do site visiteportugal

Bolos, Chocolate, Coco

>Bolo de chocolate e coco

>A receita deste bolo foi-me enviada pelo meu amigo Luis, num daqueles e-mails que circulam com verdadeiros livros de receitas em anexo.

Como gosto muito de chocolate procurei uma receita especial, para comemorar a centésima mensagem do meu bloguinho, e como era para levar para casa dos sogros para uma festa, podia abusar nas calorias, porque seriam a dividir por muitos, então escolhi este.
Ingredientes:
• 4 gemas de ovos
• 4 claras
• 2 chávenas de chá de açúcar
• 2 chávenas de chá de farinha de trigo
• 4 colheres de sopa de chocolate em pó
• 1 chávena de chá de leite gordo morno
• 1 colher de sobremesa de fermento em pó
• 1 pitada de sal
Para o recheio
• 1/2 lata de leite condensado
• 1/2 chávena de chá de água
• 6 colher de sopa de açúcar (não meti nenhuma)
• 1 pacote de coco ralado pequeno (?) usei mais ou menos metade de um de 200gr
Para a cobertura
• 1/2 lata de leite condensado
• 2 colher de sopa de manteiga
• 5 colher de sopa de açúcar (também não meti nenhuma)
• 2 colher de sopa de chocolate em pó
Primeiro o bolo:
Bater as gemas com o açúcar e a pitada de sal até obter uma mistura esbranquiçada.
Juntar a farinha previamente misturada com o chocolate e o fermento, o leite morno mexendo bem.
Bater as claras em castelo firme e envolver muito bem sem bater as claras ao preparado anterior.

Deitar o preparado numa forma sem chaminé, previamente untada com manteiga e polvilhada de farinha.
Levar ao forno quente nos primeiro 10 minutos, e nos restantes, forno brando cerca de + ou – 50 minutos (convém verificar se está cozido).
Depois de cozido, deixe arrefecer um pouco e desenforme.
O recheio:
Numa caçarola, misturar bem todos os ingredientes. Levar ao lume mexendo sempre até engrossar um pouco.

A cobertura:
Juntar todos os ingredientes numa caçarola. Levar ao lume mexendo sempre e deixar ferver um pouco.

Montar o bolo:
Cortar o bolo ao meio, eu usei duas facas grandes para o cortar e retirar a metade superior.
Rechear.
Barrar todo o bolo com a cobertura ainda quente.

Ficou uma verdadeira delicia, a mim fez-me lembrar o sabor dos chocolates Bounty
Gaspacho, Sopas

>Gaspacho

>

Como estamos na época do tomate e me têm dado muitos, aproveitei para fazer gaspacho, mas como eu gosto mais á maneira espanhola, com tudo triturado, assim fiz.

Meti no copo misturador os ingredientes, depois de descascados e partidos aos pedacinhos.

Quatro tomates médios
Um pepino médio
Metade de uma cebola média
3 dentes de alho
Metade de um pimento grande
Um fio de azeite
Vinagre duas ou três colheres de sopa
e um bocadinho de sal.

Triturei tudo e juntei um bocadinho de água bem fresca, até ficar com a consistência desejada.

Para servir parti umas tostas aos pedacinhos para por em cima, regueias com azeite e polvilhei com um pedacinho de oregãos.

Ficou um bocadinho picante, por causa do alho, que era muito forte, ou para esta quantidade não precisava tanto.

O critico cá de casa disse que estava bom e que podia fazer mais!!!! para o ano que vem!!!!!! é tomate a mais para quem não aprecia muito o dito cujo!!!!!!

Atum, Peixe, Saladas

>Salada de ciclistas

>Ora aqui está uma coisa de que não gosto nada!!!!!, mesmo mesmo nada!!!!daí o nome alcunha que meti aos ditos cujos fejões frades

Mas como o marido gosta e anda sempre a lamentar-se que nunca faço!!!!

Nem sei muito bem como se faz……… e nem ficou com grande aspecto……., mas ponho na mesma assim pode ser que alguem me diga uma maneira de melhorar a coisa hehehehe

Fiz assim

Uma latinha de feijão frade
Uma latinha de atum
Dois ovos partidos aos cubinhos
uma cebolinha média picada

Tudo misturado e regado com azeite e o marido ainda lhe acrescenta azeite