Moluscos/cefalopodes, Peixe

>Polvo á moda da minha mãe

>Este polvo não é invenção da minha mãe, mas como ela o faz tantas vezes eu chamo-lhe assim.

Um polvo de 1kg
Um pimento verde
Um pimento vermelho
3 dentes de alho
Uma cebola
Sal e azeite q.b.
Primeiro coze-se o polvo, na panela de pressão com metade da cebola e sal.
O tempo depende do tamanho.
Depois prepara-se uma cama de cebola, alho e os pimentos em volta, para aí deitar o polvo.
Rega-se com bastante azeite, para depois servir para temperar as batatas.
Vai ao forno até assar os pimentos e tostar um bocadito o polvo.

Serve-se acompanhado de batatas a murro, assadas numa boa camada de sal.

Para que o polvo não perca as ventosas e a pele na cozedura, diz a minha mãe que só se pode meter o polvo na panela depois da água estar a ferver e neste caso funcionou, porque o polvo era pequeno e estava bastante cozido, mas não perdeu nada.

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Abobora, Legumes

>Bacalhau d`Horta

>Este bacalhau d `horta é uma coisa que se faz muito lá na covilhã e a minha mãe fazia quando eu era mais nova, mas agora com a pouca paciencia que anda, quando lhe disse ao telefone que ia levar uma abobora para ela fazer disse-me logo que não, porque não pode comer fritos….eu levei na mesma e ela lá me fez os ditos cujos pasteis e posou para a fotografia e tudo hehehe.

Deste bacalhau d`horta eu tinha uma vaga ideia como se fazia, mas já agora quis tomar apontamento para a posteridade, o apontamento foi mais ou menos a olho, porque quando dei conta ela já tinha deitado a farinha do pacote e tudo, nem uma colher nem nada para medir….
Então afinal o que é isto hehehe!!!!
Pasteis feitos de chila/gila.
1 Abobora chila/gila
4 ovos
Um raminho de salsa
2 ou 3 colheres de farinha
Sal q.b.
Como se faz:
Parte-se a abobora e retira-se a casca e as sementes, parte-se aos bocadinhos e vai a cozer em água temperada com sal, coze em 20 min mais ou menos.
Escorre-se para um escorredor e deixa-se um bom bocado até escorrer muito bem toda a água e arrefecer, entretanto pode-se ir mexendo com uma colher de pau, ajuda a escorrer melhor e a desfazer os pedaços que ainda não estão. Fica tudo em fios.
Depois partem-se 4 ovos para uma taça, junta-se a abobora bem desfeita, pode-se aproveitar aqui para desfazer á mão mais algum pedacinho mal desfeito.
Junta-se uma boa mão cheia de salsa bem picadinha.
E junta-se a farinha, o suficiente para ligar a massa como nas pataniscas, a minha mãe deitou para esta quantidade o correspondente a duas colheres bem cheias, isto para ficar uma massa molinha.

Mistura-se tudo muito bem com uma colher de pau.

Depois é só moldar os pasteis com a ajuda de duas colheres de sopa para que os fios não fiquem á solta, o que iria originar fios torrados, fritar em óleo bem quente virando quando estão douradinhos.

Depois de fritos colocam-se numa travessa sobre papel absorvente, ou ficam com muita gordura por fora, mas por dentro, não sei se por ser vegetal, não absorvem gordura nenhuma.
Com a quantidade mencionada deu estes pasteis que estão em baixo.
Estes quer dizer menos um ou dois que fomos provando enquanto se fritavam os restantes hehehe
Ficam uma delicia e quem gostava muito deles era o meu pai, que agora comeu, mas já não sabe o que comeu 😦
Nota: Como curiosidade, costuma-se ouvir dizer que a chila não se pode partir com uma faca ou o doce ganha sabor de peixe, não se é verdade e também não sei se é por isso que se chama a estes pasteis de bacalhau de horta, eu para os pasteis cortei e descasquei com uma faca.
Olhares

>Aboboras

>

Nada como ser e viver na provincia e ter familia e amigos em aldeias com quintas e companhia.

E como estas pessoas simples normalmente são super generosas, tenho a minha varanda assim, já começei também a distribuir, ou não haveria receitas nem congelador que chegasse a tanta abobora!!!!!

Bem agora tenho que começar a pensar no que lhe fazer, sem ser só compota, ou ainda acabamos diabeticos !!!! um bolo e uma tarte também já estão planeados, mas….. também levam açúcar!!!!

Bem já sei que vão chover sugestões :-))

Bacalhau, Peixe

>Pataniscas de bacalhau

>2 postas de bacalhau
4 ovos
50 g farinha
1 cebola
1 ramo salsa
Sal e Pimentaq.b.

Primeiro coze-se o bacalhau depois de demolhado.
De seguida escorre-se e escolhe-se as peles e espinhas e faz-se ás lascas.

Depois faço o polme juntando os ovos com a farinha até obter um creme, junto a cebola picada fininha, bem como a salsa, e acrescento também o bacalhau.

Por fim tempero a gosto e vejo a consistência, e se achar necessário pode-se acrescentar um pouco da água onde cozeu o bacalhau ou mais um bocadito de farinha.

Depois é só fritar colheradas do preparado em óleo bem quente.
No fim deixar escorrer em papel absorvente para evitar o óleo em demasia.

Acompanhámos com um arroz de feijão.

Estas pataniscas são das poucas excepções á regra do não aos fritos cá em casa, a outra são os carapauzinhos com arroz de tomate ou cenoura 🙂

Licores

>Licor de café

>Vi no blog da amiga Isabel um licor e lembrei-me dos meus que tenho por aí a envelhecer há anos sem ninguem os beber!!!!
O de café é um deles, fui á procura nos meus livrinhos da receita e cá está ele, aquilo já não parece licor, parece mesmo um xarope, mas não está nada mau, está é muito escuro!!

1 chávena de grãos de café
1 kg de açúcar
1 litro de aguardente
1/2litro de água

Colocar os grãos de café a macerar na aguardente num frasco de vidro de boca larga por 8 dias, ou mais e ir mexendo diariamente.

Depois coa-se o líquido com um pano pano e reserva-se.

Entretanto prepara-se a calda com o açúcar e a água, deixando ferver por uns minutitos e deixa-se arrefecer.

Junta-se a calda à mistura de café que já está no frasco de vidro e mexa bem.

Deixa-se descansar por 30 dias pelo menos e depois disso filtra-se com papel próprio para xaropes.

Depois é só engarrafar e deixar envelhecer por 3 meses, o meu já está há mais de 7 anos!!!!

Doces de colher, Tapioca

>Tapioca

>Tinha uma caixa de tapioca quase a passar a validade e resolvi pesquisar para ver o que podia fazer com ela, visto que a comprei para fazer umas queijadinhas de tapioca, para as quais usei só metade do pacote mas como as ditas não foram a paixão de ninguem, nunca mais repeti.

Depois de procurar o que fazer com ela encontrei aqui a solução.

250 gr de tapioca
3 gemas
1 lt de leite meio gordo
1 pau de canela
1 casca e raspa de meio limão
adoçar a gosto
1 colher de sopa de manteiga

Deitar a tapioca de molho +/- 2 horas.
Coa-se a água e mistura-se com o leite, o limão, a manteiga, pau de canela e o açúcar.
Levar a lume brando, sempre a mexer com uma colher de pau, vai engrossando (+/-10minutos).
Retirar do lume, juntar as gemas batidas, envolvendo bem.
Levar novamente ao lume cerca de 2 minutos, não deixar ferver para não talhar as gemas.
Deixar arrefecer e polvilhar com canela em pó.

Fica com uma consistencia meio gelatinosa e onde se notam as bolinhas da tapioca.

Olhares

>Espreitadela na quintinha biológica

>Nas ultimas visitas á minha quintinha não tive lá grande coisa para apanhar, a parte que eu gosto mais hehehe vai daí toca a tirar fotografias, porque a máquina anda sempre atraz de mim

É impressionante o que são as pragas!!!!! e o que o homem tem feito com a natureza, á conta de tanto produto quimico e tanto pesticida, as pragas estão cada vez mais refinadas e resistentes.

Pensava eu que tinha que mudar de profissão e ir vender pêras para o mercado, quando vi as pereiras velhas lá da nossa quintinha assim carregadas!!!!enganei-me quase nem as provava!!!

Estas pêras que na árvore tem este aspecto lindo

Foram quase todas parar ao chão e as poucas que ficaram em cima, por fora até pareciam bem, mas por dentro!!!!!!!!

Agora vamos lá vêr o que acontece com os citrinos, as arvores mesmo pequeninas, estão quase a cair de tantas frutitas