Carnes

>Coelho com bacon e alecrim

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O Alecrim é uma erva aromática que combina muito bem com o coelho, vai daí tenho usado e abusado, porque esta não é uma carne muito apreciada pelo marido e tenho que tentar disfarçar a coisa para ele comer sem reclamar.

Desta maneira faço de vez em quando, porque para além do alecrim, o bacon dá-lhe um ar diferente.
Tempero o dito de vespera com sal, alho, vinho e o alecrim, fresco ou seco, neste caso foi seco.
Coelho usei 3 coxas.
6 tiras de bacon
1 cebola
2 tomates madurinhos
2 dentes de alho
1 raminho de alecrim
1/2 copo de vinho branco
Azeite e sal q.b.
Cortar a cebola ás rodelas grosseiras e o tomate em pedaços e fazer uma cama num tabuleiro de ir ao forno, para deitar o coelho.
Enrolar cada pedaço em duas tiras de bacon e prender com um palito.

Por em cima da cebola e regar com azeite e o molho da marinada.
Levar ao forno e virar a meio para o bacon tostar dos dois lados.

Servi acompanhado de batata assada no forno e grelos cozidos.

Esta batata tem a particularidade de ser quase frita, porque corto-a em cubos finos e polvilho com sal fino, alho em pó e colorau e envolvo bem e levo a assar só com azeite, ao mesmo tempo que assa o coelho.
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Máquina de Fazer pão, Pão

>Brioche

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Desde que tenho a máquina de pão que andava com vontade de experimentar este tipo de pão mais leve, mas tinha a consciência critica sempre a reclamar tanta manteiga!!!! açúcar!!!! bem mas hoje lá me decidi e quem não quer não come ou come sem nada, porque afinal já tem manteiga.

Procurei uma receitinha e encontrei esta em montes de sitios, por isso achei que devia ser boa.

100ml de água
150gr de margarina
4 ovos
5gr de sal
100gr de açúcar
600gr de farinha
1 saqueta de fermento

Primeiro derreter a margarina no microondas e bater os ovos.

Adicionar tudo na cuba da máquina de fazer pão pela ordem indicada na lista de ingredientes.

Seleccionar o programa de pão doce que na minha máquina é o 5 e quantidade II o tostado que escolhi foi o médio, ficou bem douradinho em volta.

No principio ainda apanhei um susto, porque a amassa não cresceu quase nada no tempo de levedar, mas durante a cozedura cresceu bastante, ficou enorme e muito bom, o critico afinal disse que podia guardar a receita e cá está ela no sitio adequado.

Bolachas e Bolinhos

>Scones

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Há já muitos anos que não fazia scones cá em casa, aliás quem os costumava fazer em casa dele ou na minha era um amigo que entretanto se mudou para o reino dos algarves e era um mestre a faze-los.
Sempre que havia noitada em casa de uns ou de outros ele costumava lembrar-se e nem que fosse tarde ele dizia sempre então e que tal uma sconalhada com um cházinho?? e lá metia mão á massa e num instantinho lá estavamos nós a comer uns scones quentinhos com manteiga ou com doce.

Esta não é a receita dele, porque penso que ele fazia mais ou menos a olho, ou sabia a receita de cor e já não precisava de papel e eu nunca me lembrei de lhe pedir, por isso procurei uma receitinha e encontrei no site da tal margarina

500gr de farinha
1 colh.de chá de sal
1 colh. de sopa de fermento bem cheia
5 colh.de sopa de açúcar
40gr de margarina derretida
1 chávena de leite
1 ovo grande

Ligue o forno e regule-o para 200º

Numa tigela misture a farinha com o fermento o sal e o açúcar.

Derreta a margarina no microondas e junte-a ao leite.

Abra uma cova na mistura da farinha e deite aí o ovo e o leite com a margarina e misture bem com uma colher de pau até a massa ficar homogénea e deite montinhos num tabuleiro polvilhado com farinha.

Leve ao forno por mais ou menos 10 a 15 min, eu deixei mesmo os 15 e ficaram bons.

Eu fiz só metade da receita porque achei meio kg muita farinha, mas a verdade é que metade soube a pouco, porque a cestinha para três ao lanche desapareceu quase toda, quentinhos com manteiga e geleia soube pelos deuses.

Acompanhamentos, Feijão

>Migas

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Migas é aquele acompanhamento que cá pela zona de Coimbra, toda a gente adora e qualquer restaurante de take away tem sempre para levar para casa para acompanhar tudo, cá em casa o marido adora e o pequeno gostou, eu sou um bocadito avessa aos feijões pequenos/frades/ciclistas….. enfim não aprecio muito seja qual for o nome, mas em migas até gosto se não tiver muitos.
Estas migas fiz como a minha mãe costuma fazer.
2 lata de feijão frade das pequenas
Meio molho de grelos de nabo
250 gr de broa, (usei do museu do pão)
1 cabeça de alho
Azeite q.b. (muito)
Arranjar e cozer os grelos de nabo, escorrer a água de cozer, mas guardar alguma.
Há quem faça com couve do caldo verde e na falta dos grelos também não fica mal, mas eu prefiro assim.
Deitar o feijão para um tacho e levar ao lume até ferver, escorrer.
Picar os dentes de alho fininhos e levar ao lume com o azeite até ferver, não deixar alourar, o azeite não medi, mas deitei até ter o fundo do tacho bem coberto, juntar aqui a broa cortada em pedacinhos pequeninos, eu cortei a côdea e tudo, a minha mãe rejeita, envolver até absorver parte do azeite.
Depois é só juntar o feijão escorrido e os grelos, se ficar seco, juntar alguma água de cozer os grelos, envolver tudo muito bem e já está.
Acompanha muito bem carnes grelhadas, polvo grelhado ou assado e até peixe grelhado ou frito.
Caril, Peixe

>Caril de peixe

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Tenho uma colega moçambicana que para além de gostar muito de picantes, adora caril e tem-me metido o vicio, com uns pós de caril que compra em lojas da especialidade sempre que vai a Lisboa e dos quais me vai dando umas amostras para provar.
A ultima amostra que me deu, foi um pó de caril especial para peixe, eu nem sabia existir diferença entre pó para peixe ou carne, mas lá resolvi experimentar.
Nunca tinha feito ainda caril cá em casa, desde que tenho o meu menino, mas como ele no geral gosta de tudo arrisquei, quando provei achei que tinha sido má ideia, porque estava picante e a minha amiga não me tinha avisado, meti logo umas salsichas de prevenção para o caso da coisa dar mau resultado, mas não foi preciso.
O peixe que usei foi o tamboril, porque tinha uma metade de um no congelador já há algum tempo e é bom porque tem poucas espinhas.

Tamboril
1 cebola média
3 dentes de alho,
100 ml de polpa de tomate com alho e cebola
1 colher de chá de caril para peixe.
100 ml de leite de coco.
Azeite e sal q.b.

Partir em pedaços e temperar o peixe com uma horinha de antecedência, neste caso temperei só com sal.

Refogar em azeite a cebola e o alho bem picadinhos, juntar o peixe e deixar dourar um bocadito.

Juntar a polpa de tomate e meio copo de água e deixar o peixe cozinhar em lume brando.

Juntar o leite de coco e o pó de caril e deixar apurar o molho.

Servir com arroz branco
Para terminar em grande, faltou polvilhar com coentros frescos, que não tinha e por isso não usei.
O pequenito gostou bastante, só pediu águinha logo no inicio e nem lhe meti molho, para minimizar o picante, mas comeu bem.
Chocolate, Doces de colher

>Mousse de chocolate

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Cá em casa agora o doce preferido é a mousse de chocolate, penso que já fiz mais vezes mousse de chocolate nestes poucos meses do que eu comi a vida inteira 🙂

Assim sendo tenho vindo a apurar a receita e como eu gosto de mousse dura, sem ser daquela que pinga, tipo baba de camelo, tenho procurado a receita ideal e a primeira coisa que aboli foi a manteiga, ou pelo menos reduzi ao máximo, mas penso que o segredo é mesmo bater muito bem depois de juntar as claras em castelo.
1 tablete de chocolate 200gr (normalmente uso Nestlé).
120 gr de açúcar
5 ovos
1 colher de sopa de manteiga.
Primeiro derreter o chocolate com a manteiga em banho maria, não gosto de derreter no microondas, porque ganha uma consistência esquisita, meio encortiçada.
Separar as gemas das claras e bater as claras em castelo bem firme, quando estiver quase, juntar duas colheres de sopa de açúcar e bater mais, até formar picos.
Bater as gemas muito bem com o açúcar até formar um creme esbranquiçado e juntar o chocolate derretido e bater bem.
Envolver as claras neste preparado do chocolate e bater novamente com a batedeira durante uns 5 minutos, até ter a consistência desejada.
Bolos

>Bolo Rei

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Este ano resolvi experimentar fazer bolo rei, porque com a máquina de fazer pão era mesmo uma tentação, porque a parte mais difícil de amassar e levedar estava ultrapassada.

Na edição de Novembro da revista da lusitana que eu recebo trazia lá uma receita, que não me pareceu complicada e fiquei logo entusiasmada para experimentar.
Este bolo é feito a partir da farinha própria para a máquina de pão brioche


1 embalagem de Farinha Branca de Neve para Pão de Brioche
2 dl. de Água Morna
100 gr. de Frutos Secos (pinhões, nozes, amêndoas) em pedaços eu só usei noz
50 gr. de passas
50 gr. de frutas cristalizadas
Raspa de 1/2 laranja
2 colheres (de sopa) de Vinho do Porto
Frutas cristalizadas e nozes para decorar
1 Ovo para pincelar
Miolo de pinhão para polvilhar (não usei)
Açúcar em pó para decorar
Geleia para pincelar, (nem vi este pormenor)

Preparação:

Coloque a água na cuba da máquina de fazer pão e junte o pacote de farinha de pão de brioche.
Seleccione o programa “MASSA”.

Depois de terminar o programa, adicione os frutos secos, as passas, o vinho do porto e a raspa de laranja.
Seleccione novamente o programa “Massa”

Depois de o programa terminar, adicione os frutos secos, as passas, o vinho do porto, a raspa de laranja e programe novamente a máquina no programa “Massa”.

Depois do programa terminar retirar a massa para uma superficie enfarinhada.

Molde duas coroas e transfira para um tabuleiro untado com óleo.

Tape com um pano e deixe levedar novamente até dobrar de volume, o meu não dobrou, porque penso que arrefeceu, com tanta volta para fazer as coroas e porque a meti em cima da pedra fria.

Pincele o bolo com ovo e decore com os frutos secos e cristalizados e com o açúcar em pó.

Leve ao forno pré-aquecido a 180º, durante 30 a 35 minutos, findo o tempo volte a retirar do forno e pincele com geleia, esta parte eu não fiz, porque nem vi o pormenor na receita.

Ficou fofinho, mas com um ligeiro sabor á massa levedada, talvez por não ter levedado o tempo o tempo suficiente fora da máquina.