Enchidos/Fumeiro, Quiche

>Olha a bela quiche de farinheira e não só

>Já há muito tempo que não fazia uma 🙂 por isso cá está mais esta que por certo é novidade, porque tem ingredientes nunca antes usados e eliminei as natas da base e resultou bastante bem.

O segredo é sempre o mesmo umas sobras e aproveitamentos que normalmente não dão para mais nada e custa deitar fora, pelo menos a mim custa-me…neste caso foi mesmo umas sobras de sobras de cozido.

Então

meia batata
meia cabeça de nabo
umas farripas de grelos
meia farinheira
um quartinho de chouriça caseira
três tubos de palmito.

para a base uma placa de massa folhada

4 ovos
um copo (200ml de leite)
2 colheres de sopa de farinha
queijo mozzarella q.b.

Partir tudo em cubinhos  e dispor na tarteira forrada de massa folhada.

Os tubos de palmito aparecem aqui um pouco desenquadrados, mas há algum tempo congelei uns que me sobraram de um frasco que comprei e quando lhes fui mexer, estavam com um aspecto esquisito, na textura e mesmo a cor estava um branco meio transparente, pelo que entendi não dariam para comer cru, mas ao preço que se vendem por cá era uma barbaridade deitá-los fora e ficou muito bem no meio do resto, para nós, porque o mais pequeno disse que não gostava nada daquelas coisas que se comem no brasil 🙂

Bater os ovos com a farinha, juntar o leite e temperar a gosto. Deitar este preparado com cuidado em cima do resto e polvilhar com queijo ralado a gosto.

Levar ao forno e a minha ficou pronta em 30 minutos com o forno pré-aquecido a 230º

E ficou suculenta q.b. mesmo sem as natas e para quem não sabia, nem deu conta de nada.
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Acompanhamentos, Atum, Feijão

>Feijão frade com grelos e outros

>

Este é um acompanhamento que faço de vez em quando cá em casa, principalmente nesta época em que há muita variedade de grelos e espigos de nabo e couve, não é própriamente uma receita, mas uma sugestão, porque por vezes a imaginação falta e acontece muitas vezes questionar-nos do que fazer e fazemos sempre o mesmo.
Uma coisa super fácil e super rápida, principalmente se se usar feijão de lata já cozido, um acompanhamento para variar das batatas, arroz e massa, uma variante ás migas, porque nem sempre temos broa.
Basta aquecer uma lata de feijão frade, cozer os grelos e neste caso ovos.
Juntar o feijão com os grelos, temperar generosamente com azeite e dispor por cima os ovos picados ou em quartos e o atum.

Pode servir de acompanhamento também para peixe frito ou grelhado, ou mesmo carne grelhada.

Cá em casa os homens adoram, eu não aprecio muito estes feijões, mas até já me habituei ao sabor e já como bem.
Iogurtes

>Iogurtes com leite condensado

>Mais uma experiencia na máquina, li algures que ficavam uns iogurtes cremosos e decidi experimentar.

A receita é a básica do costume, com uma ou outra variante.

1 litro de leite meio gordo
3 colheres de sopa de leite em pó
3 colheres de sopa de leite condensado
1 iogurte natural

Primeiro aquecer o leite sem ferver até conseguir aguentar o dedo lá dentro

Juntar os restantes ingredientes e mexer bem ou bater com a varinha.

Deitar nos copinhos e levar á iogurteira durante mais ou menos 8 horas e deixar depois no frigorifico até arrefecer bem e solidificar.
Ficaram com um docinho muito suave, muito agradáveis.
Bolos, Chocolate

>Bolo Fondue de chocolate

>

Esta receitinha de bolo de chocolate foi a minha amiga Ana que me deu, só que as alterações foram tantas que nem sei se devia passar a dela, mas fica o registo para mais tarde voltar a tentar fazer direitinho.
Por norma eu já gosto de introduzir umas alteraçõezinhas nas receitinhas, não por gosto mesmo, mas por uma espécie de incapacidade para as seguir á risca, nem é muito o costume em bolos, mas neste foi mesmo por circunstâncias alheias á minha vontade.
E a primeira foi mesmo falta de produto, por incrível que pareça não tinha óleo em casa, não muito estranho, porque como quase não faço fritos nem o uso em mais nada acontece faltar…
A segunda foi mesmo por causa do meu menino que não gosta de frutos secos e como é ele o fã numero um do chocolate e quase não come outros doces tinha que fazer este bolinho para ele.

A terceira, foi a tentativa de substitução do óleo….

Então a receita original

4 ovos
1 chávena de açúcar
1/2 chávena de nozes ou amêndoas picadas (facultativo) – não usei
1/2 chávena de óleo – substitui por leite com uma colher de manteiga derretida
100 gr. de chocolate em barra
1 colher de sopa de margarina
1/2 chávena de leite
1 chávena de farinha

Batem-se os ovos com o açúcar, juntam-se as nozes ou amêndoas e o óleo. Derrete-se o chocolate com a margarina e o leite em lume brando. Após estar derretido junta-se à mistura inicial e por último juntamos a farinha.

A minha massa ficou bastante liquida e por isso tive que juntar a farinha aos poucos e bater com a máquina muito bem, para não fazer grumos.

Vai ao forno cerca de 15-20 minutos. Quando o bolo estiver com crosta espeta-se um palito, se na borda estiver cozido e no meio menos cozido, tira-se do forno para que o chocolate saia derretido no meio.

O meu levou mesmo os 20 minutos em forno a 200º mas a partir dos 15 fui abrindo a porta e quando a massa no meio ainda tremia mas pouco, considerei no ponto, para ficar com creme.

Levei a cozer em forma de aro, com o fundo forrado com papel vegetal, para não ter que virar o bolo ao desenformar, por causa do creme.

Posso dizer que mesmo com tantas alterações ficou uma delicia e foi a surpresa que fiz com o meu menino para o dia do pai.

Panquecas

>Panquecas mais uma tentativa

>A primeira tentativa que fiz de panquecas foi falhada, não no sabor que ficaram boas e comeu-se tudo, mas no aspecto e consistencia, pareciam-me mais crepes do que própriamente panquecas, por isso fui ao  blog da ameixinha porque ela tem lá um monte delas com muito bom aspecto e copiei a receita que me pareceu mais equilibrada com outras que pesquisei, com umas variantes, como não podia deixar de ser, mas no essencial não alterei nada.

1 chavena e meia de farinha de trigo
1 colher de sobremesa de fermento
3 colheres de sopa de açúcar
1 colher de chá de sal
2 ovos
3 colheres de sopa de manteiga derretida
1 chavena e meia de leite
Outros aditivos, como canela, baunilha, bananas e por aí, ficam para quando a coisa já sair bem.

Misturar todos os ingredientes secos numa taça e noutra bater os ovos  junto com os  liquidos

Juntar tudo e deixar descansar meia hora

Com uma concha colocar a massa em numa frigideira com untada com manteiga e aquecida e em lume brando, esta parte eu esqueci-me e como o meu fogão é electrico as primeiras sairam tostadinhas.

O ponto certo para virar a panqueca é quando as bolinhas que vão surgindo na massa começarem a rebentar.

Nas primeiras tive alguma dificuldade em virá-las, porque deitei massa demais para ficarem fofinhas e altas, as ultimas já sairam um pouco melhor, mas ainda não estão á minha vontade.

No sabor estas ganharam sem dúvida, ficaram deliciosas, mesmo sem recheio, aliás o meu pequeno comeu as dele assim mesmo, nem o chocolate que ele adora o animou.
Eu experimentei com doce de tomate e com mel, mas o chocolate é o meu eleito e dúvido que volte a experimentar com outra coisa, tal como nos crepes, sou de ideias fixas, quando gosto de uma coisa acho desperdicio perder tempo a experimentar outras.
Olhares

>Nascimento – Mãe do coração

>

Há algum tempo fui desafiada pela Rute para participar num desafio, uma blogagem colectiva onde cada participante iria escrever sobre fases da vida, neste caso o nascimento, desde logo decidi não participar, mas hoje ao abrir o mail vi uma ultima chamada da rute para o desafio e pensei outra vez não vou participar, por ser um tema dificil para mim, mas depois de ler o testemunho dela tão comovente e aberto, ganhei coragem e resolvi participar, em cima da hora e sem nada muito preparado, escrevi este texto enquanto o marido via os bonecos e lia a história da noite para o meu menino.
E porquê a minha relutância em participar? porque o tema do nascimento é um tema que me traz memórias muito sofridas, não pelo meu, porque não me recordo de nada, mas o do meu filho que foi muito sofrido, só quem passou por consultas de esterilidade e tratamentos, consegue avaliar as expectativas que se criam para depois ver tudo ir por água abaixo e ficar no tapete, para depois se levantar e conseguir decidir, basta….
A Adopção  foi uma solução que se fez logo de inicio na cabeça do marido, mas na minha levou mais tempo para tomar forma, por motivos que não consigo aqui expor…
Decisão tomada e partimos para a outra parte da luta – o processo, longo, moroso, com um monte de entrevistas em que a nossa vida e personalidade são espiolhadas ao limite, para verem se temos perfil para mãe e pai, porque para o tribunal é muito mais fácil entregar as crianças maltratadas aos seu malfeitores, porque são pais biológicos e por isso longe de qualquer suspeita….
E finalmente a chamada tão esperada, -temos um menino para vocês, têm 2 ou 3 dias para decidir se o querem, eu nem precisei de ir lá saber do resto, nem ver as fotografias que tinham para nos mostrar, porque naquele telefonema eu senti que tinha nascido o meu menino, até a minha preferencia por uma menina(nunca manifestada) ficou esquecida – o meu menino estava algures á minha espera…..
Foi amor á primeira vista, uns olhinhos meigos, um sorriso lindo de orelha a orelha, uma bochechinha que pede muitos beijinhos e uma vontade tão grande de ter uma familia que me comove até hoje e já vai um ano e meio que ele mora nas nossas vidas Ah! e ele já anda a contar os dias para a festa que vamos fazer quando fizer dois anos na nossa casa, a manifestação mais absoluta da vontade dele de renascer de novo.
-Mãe és tão linda, quem me dera ter nascido da tua barriga…..
Receitinha, não tinha nada preparado de especial, mas deixo a casinha de chocolate que fiz para o primeiro dia que o meu menino veio cá a casa.

Fotografia dele só mesmo os olhinhos no topo lateral desta página e a flor que ele me oferece sempre que pode e se não for um hibisco é mesmo a florzinha mais pequenina que apanha a caminho do colégio.
Carnes, Olhares

>Carne e carnaval

>

Manda a tradição por cá que se coma carne no carnaval, porque depois se entra na época da quaresma e a carne está em restrição, para os católicos mais praticantes claro, porque me parece que mesmo os católicos já poucos cumprem essa tradição.
O tipico mesmo é comer cozido á portuguesa, mas para dois e meio é um prato que não combina muito e como já tinhamos comido no fim de semana em casa da mãe, cá em casa saiu este arrozinho.
Ele já está por , por isso não passo outra vez a receita, porque fiz exactamente da mesma maneira mas deixo a sugestão, porque é uma coisa que cá em casa gostamos bastante e normalmente só faço nesta altura, época dos grelinhos/espigos, mas nem sempre me lembro de o fazer, aliás so me lembrei dele porque falámos no restaurante onde o comi pela primeira vez.
 
E como foi feito em dia de carnaval, deixo umas imagens do carnaval do meu bairro, há 13 anos que moro nesta casa e nem sabia que tinha um corso de carnaval mesmo á porta, o que quer dizer que nunca passei o dia cá em casa, nem sei bem onde costumo passá-lo porque nunca fui ver carnavais a outros sitios…
É um corso bem simples e pequeno, mas tendo em conta que é organizado po uma associação de bairro nem esteve nada mal
E o meu policia a comandar o transito
E a atirar bolas de neve mas na Serra da estrela, porque por cá foi mesmo só chuva.