Olhares

>Nascimento – Mãe do coração

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Há algum tempo fui desafiada pela Rute para participar num desafio, uma blogagem colectiva onde cada participante iria escrever sobre fases da vida, neste caso o nascimento, desde logo decidi não participar, mas hoje ao abrir o mail vi uma ultima chamada da rute para o desafio e pensei outra vez não vou participar, por ser um tema dificil para mim, mas depois de ler o testemunho dela tão comovente e aberto, ganhei coragem e resolvi participar, em cima da hora e sem nada muito preparado, escrevi este texto enquanto o marido via os bonecos e lia a história da noite para o meu menino.
E porquê a minha relutância em participar? porque o tema do nascimento é um tema que me traz memórias muito sofridas, não pelo meu, porque não me recordo de nada, mas o do meu filho que foi muito sofrido, só quem passou por consultas de esterilidade e tratamentos, consegue avaliar as expectativas que se criam para depois ver tudo ir por água abaixo e ficar no tapete, para depois se levantar e conseguir decidir, basta….
A Adopção  foi uma solução que se fez logo de inicio na cabeça do marido, mas na minha levou mais tempo para tomar forma, por motivos que não consigo aqui expor…
Decisão tomada e partimos para a outra parte da luta – o processo, longo, moroso, com um monte de entrevistas em que a nossa vida e personalidade são espiolhadas ao limite, para verem se temos perfil para mãe e pai, porque para o tribunal é muito mais fácil entregar as crianças maltratadas aos seu malfeitores, porque são pais biológicos e por isso longe de qualquer suspeita….
E finalmente a chamada tão esperada, -temos um menino para vocês, têm 2 ou 3 dias para decidir se o querem, eu nem precisei de ir lá saber do resto, nem ver as fotografias que tinham para nos mostrar, porque naquele telefonema eu senti que tinha nascido o meu menino, até a minha preferencia por uma menina(nunca manifestada) ficou esquecida – o meu menino estava algures á minha espera…..
Foi amor á primeira vista, uns olhinhos meigos, um sorriso lindo de orelha a orelha, uma bochechinha que pede muitos beijinhos e uma vontade tão grande de ter uma familia que me comove até hoje e já vai um ano e meio que ele mora nas nossas vidas Ah! e ele já anda a contar os dias para a festa que vamos fazer quando fizer dois anos na nossa casa, a manifestação mais absoluta da vontade dele de renascer de novo.
-Mãe és tão linda, quem me dera ter nascido da tua barriga…..
Receitinha, não tinha nada preparado de especial, mas deixo a casinha de chocolate que fiz para o primeiro dia que o meu menino veio cá a casa.

Fotografia dele só mesmo os olhinhos no topo lateral desta página e a flor que ele me oferece sempre que pode e se não for um hibisco é mesmo a florzinha mais pequenina que apanha a caminho do colégio.
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15 thoughts on “>Nascimento – Mãe do coração”

  1. >Ah, Alcina, que coisa mais linda!Você venceu resistências internas para se expor e nos permitiu acompanhar essa história de adoção maravilhosa.Você e Rute estão numa cumplicidade encantadora nesse dia!Seu relato me fez lembrar de uma grande amiga, que já tinha uma menina, de uma gestação bem difícil. Resolveu que daria um irmão a ela e entrou na fila de adoção. Quando lhe avisaram sobre um menino de 2 meses, com problemas de saúde, internado desde o nascimento e abandonado pela mãe, ela não teve dúvidas que era ele. Não quis sequer vê-lo, foi buscá-lo de mala na maternidade.A adoção é um atitude abençoada.Muitíssimo obrigada por sua participação!O gesto da flor que ele lhe oferece é a prova da decisão acertada da parte de vocês.Bjs.

  2. >Ola, Alcina, a tua historia tão linda comoveu-me muito, que bom que quebraste as barreiras e abriste o coração para receber o teu filhinho! Bem, vou voltar, com certeza muitas vezes no teu cantinho, e vou segui-lo para não perde-lo de vista.beijinhos, de Portugal

  3. >Olá, Alcina queridaMeu desejo de hoje é que uma chuva de bênçãos seja derramada sobre VC e outra chuva de pétalas de rosas orvalhadas…Não seria possível deixar de figurar aqui uma Mamãe do Coração…Vc completou o nosso dia de amor, minha linda… obrigada…Em minha família, tem muitos que são do coração e do coração mesmo…Minha única afilhada de casamento também ó é… sei bem do que fala… não vejo diferença alguma… nós sabemos bem que assim pode ser…Gostei que frisou a redudância que é entregar filhos não amados nas mãos dos que o maltratam até… só porque são genitores dos mesmos… assim acontece e muito…Um dia, tirei gêmeos (pela Pastoral que trabalhava) da beira de uma lagoa no ES onde morei e eles foram adotados por um casal de bem que lhe deram o nome de Roberto e Carlos… a outra mãe (dependente do álcool) ainda queria pensão da família que os adotou legalmente… Tem tanta incoerência nesse mundo!!!Enfim, eis que chego ao bolinho lindo que aprecio tanto… também fiz um pro meu filhote do meio em seus 3 aninhos e foi uma graça o resultado…Que post cheio de riqueza!!! Ainda bem que vc ponderou a chamada da amiga Rute… graças a Deus!!!Como contribuiu com uma mensagem atual e enriquecedora!!! Carinhos fraternos em forma de orvalho sôbre pétalas de rosas… Uma santa e abençoada Quaresma para VC.Bjs natalícios

  4. >Alcina, tocante a sua postagem. Lindo o seu menino. Nascimento de uma família. Mas do que o sangue o que vale mesmo é o coração!! Parabéns!! Uma ótima semana, beijos, boa noite 🙂

  5. >claro que sei que este lugar é para comentários, mas sua postagem me deixa sem palavras, estou muda, mas feliz e me sentindo privilegiada por poder partilhar com vc estas palavras. beijos boa semana

  6. >Uma maravilhosa história de amor. Compreendo a hesitação inicial.A dúvida entre o contar ou não. Muitas pessoas não são pela adopção.Mas só quem não pode ter um filho biológico é que sabe o quanto sofre, o quanto deseja uma criança,o sofrimento do dia a dia, sempre na esperança de o poder ter nos braços. Pois, infelizmente, o estado(e o nosso não merece ser designado com letra maiúscula, ao contrário do que vem indicado nos manuais que diz que é uma das palavras sempre escrita com letra maiúscula) parece que prefere ter as crianças eternamente em lares, em casas de acolhimento e não as dar aos casais que tanto as desejam.Desejo muitas felicidades.Mas o petiz parece ter mais idade.É muito grande!beijos

  7. >Querida Alcina,a vontade, no momento que anunciaste a tua inclusão na BCFV era pular participações e vir directo para aqui. Que grande alegria me deste! Obrigada, obrigada minha amiga.Sei que este artigo foi um parto dificil, muita dor. Como o meu me doeu a mim, foi tirado a ferros mas queria que ele saisse porque estáva consciente da importância de aproveitar a colectiva para servir de exemplo a outras mães que se escondem pela diferença dos filhos.Tu também constituiste hoje um exemplo para as mulheres que querem ter filhos e não conseguem. Como é que se pode desperdiciar esse amor tão grande que têm para dar??Podia-se afirmar até que é injustiça divina, mas Deus tem os seus desígnios que os comuns mortais jamais saberão explicar.Beijo e abraço apertadinho,Rute

  8. >Obrigada por partilhar uma parte de sua história! A adoção além de ser um ato de amor, é ato legítimo que renova a esperança em lares e instituições que abrigam menores.Passando somente agora para visitar os blogues participantes da blogagem e aprendendo muito, muito mesmo!

  9. >Que linda e emotiva história, mas mãe para mim com todas as letras é aquela que cria e a ama acima de tudo…Que deposita incondicionalmente sua vida a esse filho…que é seu.Deus sempre nos dá possibilidades..Beijo no coração

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