Carnes, Olhares

>Carne e carnaval

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Manda a tradição por cá que se coma carne no carnaval, porque depois se entra na época da quaresma e a carne está em restrição, para os católicos mais praticantes claro, porque me parece que mesmo os católicos já poucos cumprem essa tradição.
O tipico mesmo é comer cozido á portuguesa, mas para dois e meio é um prato que não combina muito e como já tinhamos comido no fim de semana em casa da mãe, cá em casa saiu este arrozinho.
Ele já está por , por isso não passo outra vez a receita, porque fiz exactamente da mesma maneira mas deixo a sugestão, porque é uma coisa que cá em casa gostamos bastante e normalmente só faço nesta altura, época dos grelinhos/espigos, mas nem sempre me lembro de o fazer, aliás so me lembrei dele porque falámos no restaurante onde o comi pela primeira vez.
 
E como foi feito em dia de carnaval, deixo umas imagens do carnaval do meu bairro, há 13 anos que moro nesta casa e nem sabia que tinha um corso de carnaval mesmo á porta, o que quer dizer que nunca passei o dia cá em casa, nem sei bem onde costumo passá-lo porque nunca fui ver carnavais a outros sitios…
É um corso bem simples e pequeno, mas tendo em conta que é organizado po uma associação de bairro nem esteve nada mal
E o meu policia a comandar o transito
E a atirar bolas de neve mas na Serra da estrela, porque por cá foi mesmo só chuva.
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Carnes, Quiche

>Quiche de frango com alho francês e tomate cereja

>Mais uma quiche e também mais uma de aproveitamentos, como a maioria das que faço.
Neste caso foi para aproveitar uns peitos de frango assado, que costumam ficar sempre meio esquecidos, já que cá em casa todos torcemos o nariz ao peitito, por ser uma carne mais seca, as coxas e as pernas são sempre as mais apetecidas, por isso há que encontrar uma solução para não haver desperdicio.

2 peitos de frango assado
1 chávena de tomate cereja
1 alho francês
Sal e pimenta q.b.
Azeite q.b.

3 ovos
1 colher de sopa de farinha bem cheia
1 pacote de natas de soja
100ml de leite
1 base de massa folhada congelada
queijo ralado q.b.

Primeiro cortar o alho francês em rodelinhas finas, cortar o frango em cubinhos pequenos e saltear tudo muito ligeiramente num pouco de azeite, temperado com sal e pimenta.

Entretanto bater os ovos inteiros com a farinha, o leite e as natas e temperar a gosto, para estas coisas adoptei as natas de soja, porque não se nota a diferença e na saúde espero que se note.

Colocar a base de massa folhada na tarteira, deitar por cima o preparado do frango, dispor os tomatinhos cereja em cima e cobrir com o creme dos ovos.

Polvilhar com o queijo ralado, eu normalmente uso misturas de queijos diferentes.

Vai ao forno pé-aquecido a 230º durante mais ou menos 30minutos.

Carnes

>Figado flamejado com vinho do porto

>

Cá em casa desde que as vacas andam loucas que nunca mais se comeu figado e outras miudezas em geral, porque o marido já não gostava muito e desde então recusa mesmo, mas figado é uma coisa que eu gosto e andava curiosa para saber se o pequeno gosta ou não, até porque antigamente diziam que era um alimento bom para dar ás crianças, não sei se ainda há essa teoria, porque estas também estão sempre a mudar.
Do que eu sei da fisiologia do figado penso que não será um alimento muito recomendável, mas de vez em quando também não mata.
Este fiz frito, porque do que me lembro era a maneira como eu gostava mais.

Iscas de figado o mais fino possível, não era o caso destas.
Meio copo de vinho do porto
Sal e alho em pó q.b.
1 Colher de sopa de açúcar
Manteiga e azeite q.b.

Temperado só com sal e alho em pó, frito num pouco de manteiga e azeite em partes iguais e a meio da fritura flamejado com vinho do porto e polvilhado com uma colher de chá de açúcar, dá-lhe um toque meio adocicado que disfarça o amargo desta carne.
Ah e a minha curiosidade ficou satisfeita, o menino adorou os “bifinhos” claro que não se pode chamar nomes esquisitos ás coisas ou eles já nem gostam sem provar
E o pai que nos aguarde, porque de vez em quando lá aparecerá o dito cujo á mesa.
Carnes

>Espetadas no forno

>Não é muito habitual cá em casa comprar espetadas, porque no grelhador do fogão não ficam muito bem e costumo faze-las noutro na varanda, mas isso é melhor para o verão, mas no outro dia vi o senhor do talho a fazer umas com muito bom aspecto e resolvi comprar, só que na hora de grelhar o frio e a chuva não puxam para a varanda, vai daí resolvi mete-las no forno.

Em cima de uma cama de cebola, com sal, ervas da provence e uma pitada de pimenta, foram para o forno, regadas com um molho feito com polpa de tomate, azeite e vinho branco.

A meio do tempo meti umas batatinhas e virei as espetadas e meti-as em cima das batatas, para tostarem mais um bocadinho.

Ficaram aprovadissimas e penso que nas próximas vezes que as fizer será assim, a carne fica muito mais tenra, saborosa e suculenta, adorámos.

Carnes, Massas

>Bolonhesa especialissima

>Um dia destes tinha uma carninha picada estufadinha com um molhinho delicioso bem apuradinho, prontinha para cair em cima de uma massinha branca, vai daí pedi ao marido para tratar da massa enquanto eu dava banho ao menino.
Eu ainda ouvi a massa a partir, cedo demais e pensei, mas a massa não se costuma partir para bolonhesa, mas não liguei, depois ainda pensei mas será que ele vai meter a massa na água fria, porque o tempo para aquecer a água era nulo, mas continuei para a casa de banho e eis que vem a pergunta!!

Olha lá esta carne não precisa de mais água? isto tem pouca água para cozer a massa!!
Plim!! fez-se luz!!! a massa já estava lá dentro, massa para três, em meio kilo de carne de vitela, mais uma chávena de soja moida!!!

E agora!! o que fazer?!

Pois a solução foi meter mais massa porque a quantidade de carne era exagerada, mudar de tacho e juntar a tal água!! e a cara de satisfeito do marido, vais ver que ainda fica melhor  🙂 é que salvou a situação.

Pois melhor ficou, só que ficamos com um mega tacho de massa que não dava para congelar, (penso eu) foi metade da semana a comer carne com massa e massa com carne, o que vale é que todos gostamos de massa e o pequeno adora carninha picada.

Para remediar e tentar variar um pouco, ainda meti um tabuleiro no forno.
Com a massa e a carne envoltas em molho bechamel
e polvilhado com queijo mozzarella ralado
Ficou com um ar de lasanha picada 🙂 foi uma solução que agradou e provávelmente repetimos, mas na próxima meto-lhe umas natinhas e menos bechamel 🙂
Carnes

>Lombo de porco recheado com ameixas

>Tinha umas ameixas pretas secas a mais e pensei fazer um lombo recheado com elas mas quando procurei uma receitinha nos meus livros revistas e papelada apenas encontrei uma banal no meu livro Doze meses de cozinha, por isso decidi começar o ano a deitar fora tudo que é fotocopias de receitas, papelinhos que aparecem nos hipermercados e que trago sempre, nunca se sabe…. livrinhos que já nem sei bem de onde vieram, sobre farinhas, de receitas light, sobre mariscos e sei lá que mais, foi tudo para o lixo, há que reciclar papel.

Por enquanto ainda ficaram as revistas que em tempos comprei e os livros claro está, mas para a próxima nunca se sabe…

Então fui ao talho e comprei um lombo e pedi logo para o furarem para encher.

1 lombo de mais ou menos 1k
200 gr de ameixas pretas
1 cálice de vinho do porto.
4 ou 5 dentes de alho
1 colher de sopa de mel
2dl de vinho branco.
Sal, Colorau, louro e pimenta a gosto.
Azeite e Manteiga para barrar.

De vespera temperei o lombo com sal, alho inteiro e esmagado, com o colorau, o louro, a pimenta moida na hora e o vinho e deixei no frigorifico numa caixa fechado.

Meia hora antes de rechear o lombo, meti as ameixas de molho no vinho do porto e com a ajuda do cabo de uma colher de pau meti-as no corte que fizeram no lombo.
Depois com um fio enrolei o lombo á minha maneira, para garantir que as ameixas não fugiam lá de dentro

Levei ao forno num tabuleiro de barro, com a marinada, com azeite e barrado com manteiga.

A meio da cozedura barrei com o mel e juntei ao molho o vinho do porto de demolhar as ameixas.
Juntei umas batatinhas em volta e acompan~hámos com puré de maçã também.

Para mim que adoro a combinação do doce com salgado, adorei ficou um verdadeiro manjar dos deuses.
Carnes

>O primo do Coq au vin

>Pois coq é concerteza e 100% livre de tóxicos, comprado a um quinteiro que garante só dar milhinho e couves á galinhada, se o milho é puro já não podemos garantir… au vin também foi concerteza absoluta, porque o dito cujo dormiu duas noites mergulhado nele.

A receita original do verdadeiro não encontrei nem nos belos livrinhos que enfeitam as minhas prateleiras, mas que na hora que preciso deles me falham quase sempre, nem no sitio do costume, onde encontrei algumas repetidas em vários sites e outras diferentes, mas com diferenças que me pareceram tão significativas, que duvidei da originalidade de todas e mais uma vez fiz como me apeteceu.

O galo caseiro era um bocadito grande e para três e ainda por cima para inventar, achei melhor experimentar só com metade, não fosse estragar a canjinha tão esperada do menino.

Metade de um galo, (mais ou menos 1kg)
750 ml de bom vinho tinto
1 cebola grande
1 cenoura grande
Meia dúzia de dentes de alho
2 ou 3 folhas de louro
Azeite e um pouco de manteiga
Sal q.b.

De véspera parti o galo em pedaços e meti-o dentro de uma caixa de vidro com tampa, com o sal, louro,os alhos picados e o vinho até tapar por completo o bicho.
No dia do cozinhado apareceram uns amigos para almoçar, deve ter-lhes cheirado a coq, mas como a metade afinal seria pouco, resolvi optar por outra coisa e o galo lá ficou no molho mais um dia.

Retirei o bicho da marinada e sequei com papel absorvente, para o meter a fritar um pouco no azeite misturado com a manteiga e com os alhos que também escorri da marinada.

Deixar fritar voltando para alourar bem de todos os lados, depois juntar aqui a cebola picada, a cenoura ás rodelas grossas e o resto da marinada.

Depois de começar a ferver é só baixar o lume e esquecer durante o tempo necessário para que a carne fique bem tenrinha, isto depende do tamanho e da idade do bicho, o meu ficou uma hora e meia.

Ao fim deste tempo o caldo que no inicio era muito ficou bastante reduzido e a cebola e a cenoura meia desfeita, achei que ficaria melhor desfeita inteira, pelo que retirei a carne do molho, escolhi o louro também e triturei o molho.

Depois foi servir com uma batatinha cozida e uma saladinha, uma experiência a repetir concerteza, porque ficou aprovadissimo.