Bolos, Compotas doces e geleias

>Bolo de Chila e Noz

>Finalmente dei utilidade a um dos frascos que ainda tinha cá em casa do doce de chila que fiz há montes de tempo e que ainda não lhe tinha dado outra utilidade a não ser oferecer aos amigos.
Fiquei de tal modo traumatizada com a elaboração dele que o meti no frigorifico, para não se estragar e para lá ficou, mas ainda estava optimo, o sabor estava bom, digo isto, porque só agora o provei.

Resolvi experimentar este bolo agora na páscoa, porque era para levar para casa da minha cunhada no domingo de páscoa e seria para dividir por muitos, logo calorias distribuidas por muitas glicémias. Não consigo experimentar receitas tão calóricas só para nós cá em casa, mas assim está-se bem.

A receita retirei-a de um livrinho de doces conventuais da cozinha regional portuguesa, mas da receita tem pouco, porque a essência do bolo está não só na chila mas também na amêndoa que substitui por noz, por ter montes delas a precisar de uso.

275 gr de amendoa (meti noz)
3 ovos
4 gemas
200 gr de açúcar (meti 180)
1 chávena de doce de chila
40 gr de farinha
1/2 colher de chá de fermento
Manteiga e farinha para untar e polvilhar a forma.

Se usar amendoas, primeiro escalde-as e retire-lhe a pele, depois pique-as na picadora.
Eu como usei noz, não lhe retirei a pele e piquei logo na picadora, até quase reduzir a pó.
Depois bater os ovos com as gemas e o açúcar de modo a formar uma gemada cremosa.
Junte-lhes o doce de chila (1 chávena leva exactamente um frasco pequeno dos doces de compra que foi o que usei) e o miolo de noz e envolva tudo muito bem.

Polvilhe com a farinha misturada com o fermento e envolva tudo.

Deite a massa para uma forma untada e polvilhada de farinha, leve ao forno moderado, eu levei a 180ºcom ventilação durante cerca de 45 minutos, ficou bom, mas na próxima não cozo tanto para ficar mais humido.

Deixe arrefecer antes de desenformar, coisa que eu não fiz, pela curiosidade que é superior a mim, mas correu bem.

No fim de frio polvilhei com açúcar em pó.

O bolo ficou aprovadissimo e fez-me repensar se vale a pena fazer o doce de chila ou não.

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Compotas doces e geleias, Marmelada

>Em época de marmelos marmelada…

>Pois é este ano já pensava que não iria fazer marmelada, porque com a vida atribulada dos ultimos tempos, não temos ido á quinta e quando fui encontrei os marmelos todos no chão, mas como quem tem amigos não morre debaixo da ponte, cá veio ter a casa directamente de trás-os-montes um belo saquinho deles.

A receita para mim e depois de várias pesquisas é sempre a mesma, ainda estive tentada a fazer uma com uma amostra de açúcar, mas a Moirinha fez o favor de me alertar que essa é só para bimbólicas o que não é o meu caso.

Assim fiz dois kg á minha maneira, isto é, á maneira da minha mãe e experimentei fazer uma na panela de pressão, como já vi e ouvi por aí que também fazem, pois o resultado ia sendo desastroso, não fosse eu estar por perto, é que logo que o bilro começou a andar desatou a espumar e a espuma a transformar-se em liquido meio gelificado na tampa da panela!!!!! tive que desistir da ideia e abrir a dita cuja e deixar a coisa ferver com a panela aberta.

Para mim a versão das que já fiz e provei a minha é a melhor 🙂 modestia á parte, cada um gosta do que gosta.
Já tenho por aqui a versão passo a passo, desta vez medi a quantidade de água e deixo mais uma foto ou duas.

2 kg de polpa de marmelo
1,5kg de açúcar
0,5l de água.

Primero levo a cozer os marmelos com a casca e tudo, cozem muito rápidamente depois da água estar a ferver são uns minutitos.

Retiro-os da água, deixo arrefecer e descasco, muito mais fácil do que descascar em crú.
Parto aos pedacinhos e passo pelo passe-vite e guardo o puré.

Entretanto meto o açúcar junto com a água ao lume a ferver e fazer ponto, junto aqui o puré e deixo ferver um pouco, aqui o tempo depende se queremos que a marmelada dê fatia ou seja para barrar.

Resulta uma marmelada douradinha, com um sabor muito suave.
Em contrapartida a marmelada que fiz na panela de pressão, mas que não resultou e acabei com a panela aberta, fiz com as mesmas quantidades, só que descasquei os marmelos em crú e juntei tudo ao mesmo tempo, marmelo, açúcar, água e no fim triturei com a varinha, resultou uma marmelada mais vermelha, com uma textura diferente, mais lisa e de sabor mais intenso mas não quer dizer que sabe mais a marmelo.
Eu fico com a minha versão e ao pouco e pouco vou retirando uma gramita de açúcar de ano para ano.
Compotas doces e geleias

>Olha o belo figuinho

>Se há fruta que eu adoro, uma delas são os figos, parece-me que seria capaz de comer um cabaz inteiro, de tanto que gosto deles.

Este ano posso dizer que já comi bem a minha parte, comecei bem cedo com os figos gigantes de pele arroxeada e agora continuo com os pingo de mel.

Os primeiros vieram lá da serra de um tio que tem Figueiras gigantes que produzem kilos e kilos, os ultimos tenho comido de uma figueira da comunidade que encontrei no outro dia quando passeava pelo meu bairro a pé e agora lá da minha quintinha, onde tenho uma figueirinha pequenina mas que este ano já vai dar bastantes.

Os da quinta estão tão docinhos, que até ficamos com as mãos todas meladas só de os apanhar e para vêr como estão docinhos, olha só quem anda a comer neles, e eu que pensava serem só os passarinhos!!!

E se não nos despachamos ficamos sem nada, porque os danados deixam só a casca pendurada na árvore

Assim como já matei o desejo de os comer ao natural, com pão, com queijo  e sei lá com mais quê….
já fiz três frasquinhos de doce

1kg de figos de pele arroxeada
500gr de açúcar amarelo
1 pau de canela
1 chávena de nozes picadas

Parti os figos de modo grosseiro e deixei parte da pele, retirei apenas o pé mais grosso, a ponta do outro lado e alguns pedaços já meio estragados.

Juntei o açúcar amarelo e o pau de canela.

Tudo ao lume a ferver em lume brando durante o tempo necessário para ganhar uma certa consistência que para mim está no ponto, quando eu levanto a colher de pau e deixo pingar até o ultimo pingo demorar a cair formando um pingo grosso que deixa um rasto não de fio mas mais grosso.

No fim junto as nozes picadas de modo grosseiro e envolvo tudo, as nozes podem ser mais, porque ficam deliciosas no meio do doce, eu meti uma chávena, porque tive preguiça de partir mais.

Em cima de umas rodelinhas de queijo chevre e uma fatia de broa de milho fica um verdadeiro manjar.
E o meu quinteirinho a espreitá-los por entre as folhas e a apanhar verdes e maduros também é do melhor que há
Compotas doces e geleias

>Compota de abobora com coco

>

Desde que vi este docinho lá no blog da Ameixinha que não me saiu da cabeça, porque tinha uma abobora gigante na garagem em fila á espera de uma oportunidade para saltar para a panela e para a arca congeladora e também porque já tinha ouvido falar de doces com coco e nunca tinha experimentado.

Assim hoje foi o dia, para além de estar um tempo de fugir, chuva e mais chuva e mais ventania e mais uma dor de garganta que não me larga, foi dia de ficar em casa e arrumar a dita arca para lá caber a abobrinha que dará para muita sopinha e para o docinho.

Fui buscar a receitinha da ameixinha e aproveitei para experimentar fazer doce na panela de pressão que também nunca tinha feito, ainda que também já ouvi dizer que é uma maravilha.
Para mim não foi nada de especial, não sei se por causa da placa ser vitrocerâmica e a panela ser das mais antigas, pouco próprias para estas placas tão sensiveis, a coisa demorou muito a começar a ferver, porque também tive medo de pôr na potência máxima antes que saísse  doce caramelado!!!

Bem então lá segui á risca o que a menina recomenda

1kg de abobora descascada e cortada aos cubinhos
1/2 kg de açúcar
1 pau de canela
4 cravinhos da india
1/2 chávena de coco ralado.

Meter tudo na panela de pressão e levar ao lume brando até começar a ferver.
Contar 15 minutos e já está, ou talvez mais uns 5 minutitos, isto é o que a ameixinha recomenda.

O meu como já disse demorou muito para começar a ferver e depois do tempo marcado, abri a panela e estava bastante liquido e os pedaços alguns ainda estavam um pouco duros, pelo que deixei mais uns 10 minutos a ferver em lume forte, para secar.

Ficou excelente, bem bem docinho apesar de só levar meio kg de açúcar, agora espero é que aqueles 10 minutos a ferver não mo tenham envenenado e daqui a nada comece a cristalizar.

Mas como também só rendeu 2 frasquinhos e uma tacinha, penso que não durará tempo suficiente para comprovar.

Parece-me que em tempo ao lume não ganhei muito em fazer na panela de pressão, mas pela razão já explicada, esta placa de vitrocerâmica tão desejada tem uns contras, não é só vantagens, só não tem bicos para esfregar, porque trabalho também não é nulo como eu imaginava!!!

Neste docinho, o aroma do cravinho, do coco e do pau de canela misturados dão um perfume dos deuses a sair pelo bilro da panela, dá vontade de tirar a tampa para provar, coisa não recomendada, mais um contra no uso da dita cuja, para quem como, eu não tem paciência para não provar a todo minuto 🙂

Compotas doces e geleias

>Doce de diospiro ou direi amargo de diopiro!!!

>Diospiro ou kaki como também é conhecido é uma das minhas frutas preferidas, aliás preferidas para mim são quase todas as frutas que tem uma duração limitada, ou seja só há mesmo na época delas, tipo figo, cereja, diospiro e sei lá que mais.

O disopiro quando ainda não está maduro é impossível de comer pelo aspero que deixa na boca, estes que eu utilizei, vieram da quinta, porque como eu gosto tanto o marido resolveu plantar lá uma árvore.

Os frutinhos são pequeninos, não sei se é da variedade ou se é da árvore ainda ser pequena e por isso também quando lá fomos muitos estavam já no chão, eu pensei que os que ainda estivessem em bom estado iriam para a panela para fazer doce e lá os apanhei com cuidado, porque estavam madurissimos para não dizer madurerrimos!!!! o que me faz não entender o que aconteceu ao meu docinho!!!!

Antes de fazer o doce á minha maneira, vim pesquizar ao sitio do costume para ver se encontrava alguma receitinha maravilhosa e encontrei a mesma receita em vários sites e blogs e todos dizem maravilhas do doce!!! e o meu doce ficou intragável!!!!
será que o fizeram??? pergunto eu!!!
ou será que se limitaram a copiar a receita e pespega-la lá!!!!
porque se vê em varios sitios o mesmo texto exactamente copiado á letra sem identificar a origem!!!
Descasquei os diospiros, obtive uma polpa deliciosa docinha e sem nada áspero

Juntei a casquinha do limão e o açúcar e foi ao lume tal como todos os doces

Fez uma espumarada, tal como eu tinha lido em algum sitio e no inicio estava tudo bem…

Só que á medida que foi ganhando ponto e perdendo o liquido aquilo começou a ganhar um áspero que é caracteristico dos diospiros quando ainda não estão maduros, um áspero que se pega á lingua e parece que a deixa encortiçada!!!! pois foi isso que aconteceu ao meu docinho!!!!

Só postei aqui para chamar a atenção para a situação e para saber se alguem já teve a mesma experiencia ou me sabe dar alguma explicação!!! porque pelas montes de receitas que se encontram por aí é tudo maravilhas!!!!

O destino final!!!

só tenho pena quando olho para a tacinha da polpa, tinha-me sabido pelos deuses!!!

Compotas doces e geleias

>Doce de figo

>Quando vi este doce no blog da Moira, até comentei que era incapaz de fazer doce de figo, por gostar tanto deles e ter pena de os “desperdiçar” em doce.

Só que o destino trouxe-me a oportunidade, um vizinho deu-me um baldinho deles e eu com a azafama de tratar do pequenito, esqueci-me deles e deixei-os fechados no baldinho, sem meter no frigorifico, no dia seguinte tinham um dedo de altura de molho a fermentar no fundo e alguns com bolor!!!! talvez por já estarem alguns muito maduros e terem apanhado uma chuvinha.

Vai daí meti mãos á obra e escolhi os melhores para fazer doce e o resto foi para o lixo!!!

A receitinha dela com as minhas poucas alterações.

500 g de figos sem casca e cortados grosseiramente (usei 600 gr)
300 g de açúcar (Meti mais 40gr)
2 colheres de sopa de vinho do porto ou outro vinho licoroso
1 pau de canela
1 colher de sopa de sumo de limão
70 g de nozes picadas grosseiramente
Meter tudo, excepto as nozes, num tacho ao lume e deixar ferver em lume brando até ganhar ponto.

Juntar as nozes e deixar só mais uns minutitos.

Ao meu aconteceu um fenómeno engraçado, as grainhas dos frutos epararam-se e ficaram no cimo a boiar, eu como não gostei do aspecto retirei com uma colher o máximo que consegui.

Acondicionar em frascos bem limpos com tampa de metal e enrroscar ainda quente, ganha vácuo e não se estraga.

O doce ficou um verdadeiro manjar dos deuses, a tacinha que não coube no frasco desapareceu como por magia em minutos ainda quente, com pãozinho quente então é de comer e chorar por mais 🙂

Compotas doces e geleias

>Doce de Ameixa

>

Mais uma alternativa para as muitas ameixas lá da quinta, uma compota fica sempre bem.

Esta fiz á minha maneira, de modo tradicional, porque a ultima que fiz na MFP azedou um bocadinho no fim, mas penso que foi por falta de açúcar!!!

600 gr de ameixas
300 gr de açúcar amarelo
1 colher de sobremesa de sumo de limão

Tudo em lume brando a ferver até obter o ponto desejado, eu normalmente levanto com uma colher de pau um bocadinho e deixo cair até fazer um fio ligeiro ou a ultima gota demorar a cair(ou seja a olho!!!)

Acondicionei em frasquinhos reciclados com tampa de metal, e ainda a ferver enrosco a tampa, porque assim quando o doce arrefece cria vácuo lá dentro e conserva-se melhor.