Abobora, Filhós

>Filhós de abobora

>Este ano no decidi experimentar as famosas filhós de abobora ou velhoses tipicas da zona de coimbra, como não tinha receita procurei na net e encontrei várias, mas como sou um bocadinho indisciplinada uma não agradava por uma coisa e outras por outra qualquer, vai daí encontrei um meio termo que me agradou

• 1400 gr de abóbora-menina *
• 600 gr de farinha de trigo fina
• 4 ovos inteiros
• 10 gr de fermento de padeiro
• Meio grama de sal (juntei uma pitada, não pesei)

• Açúcar e canela para polvilhar

* O peso da abóbora é calculado, depois de cozida, escorrida e espremida.

Coze-se a abóbora deixando-a depois escorrer num passador, dizem as regras que deve escorrer de um dia para o outro, ou então espremer num pano, eu deixei escorrer da hora do almoço até ao lanche;

Depois de bem escorrida desfaz-se com as mãos e junta-se aqui o fermento, o sal, os ovos e a farinha, amassando-se tudo muito bem.

Deixa-se fintar (levedar) durante o tempo necessário (10 horas em média, variando contudo conforme a temperatura do ar) claro está que 10 horas seria um tempo infinito para a minha paciência, por isso meti numa bacia, embrulhadinho num cobertor em cima do fogão porque o forno estava ligado e havia um calorzinho por cima.Ficou umas duas horas no máximo!!!!

Depois da massa bem finta (levedada) faz umas bolinhas, aí está na hora de fritar.
Põe-se azeite de muito boa qualidade (usei óleo), num tacho e quando estiver a ferver, vão-se-lhe deitando dentro bolinhas de massa do tamanho de uma noz, esta parte da receita também me escapou, porque meti colheradas bem cheias o que quer dizer que resultaram umas filhós maiorzinhas.
Quando as bolinhas estiverem bem louras, tiram-se para uma travessa e servem-se polvilhadas com açúcar e canela.

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Filhós

>Filhós de natal

>Estas filhós são talvez a coisa mais tipica da minha zona no natal, estas deste ano ficaram com uma consistência um bocadinho diferente do que é habitual, porque foram feitas pela senhora que toma conta do meu pai e que fez muito diferente das que eu estava habituada

Como a minha mãe não as queria fazer eu decidi que as faria eu com a ajuda da senhora se ela as soubesse fazer e ela disse que sim não sei se para me fazer o jeito ou porque as faz mesmo assim.
Esta receita e modo de fazer é a que fizemos.
25 grs de fermento de padeiro
1 dl de leite
2kg de farinha de trigo
1 colher de chá de sal
14 ovos
2 e 1/2 larajas
1 dl de azeite
1 dl de aguardente bagaceira
Óleo para fritar
Açúcar e canela para polvilhar q.b.

Confecção :
Dissolve-se o fermento no leite morno e junta-se-lhe um pouco de farinha, o sal e mistura-se de modo a obter uma massa branda. Deixa-se repousar durante 15 minutos.

Entretanto junta-se o sumo das laranjas, com a aguardente e o azeite e leva-se ao lume a ferver.

Deita-se num alguidar os ovos e bate-se bem com a batedeira, adiciona-se aos poucos a mistura dos liquidos quentes sempre a bater.

Continuando sempre a bater com a batedeira vai-se juntando a farinha também aos poucos até a máquina conseguir, depois junta-se o resto da farinha e da mistura do fermento e amassa-se á mão muito bem até a massa fazer bolhas.

Depois polvilha-se bem com farinha e vai-se envolvendo até fazer despegar a massa do alguidar.

Abafa-se a massa e deixa-se levedar durante 4 horas em local quentinho.

Depois é só pegar em pequenas bolinhas de massa com as mãos untadas em azeite e tender a massa de modo a ficar fininha e de forma redonda e fritar em oleo bem quente virando dos dois lados.

Depois é só polvilhar a gosto com uma mistura de açúcar e canela.

A grande diferença do que eu me lembro da maneira como a minha avó fazia, é mais no modo, porque receita nunca apontei mas os ingredientes eram estes, devia pensar que a minha avó durava sempre e também porque ela fazia quase tudo a olho.
Ela deitava em primeiro a farinha no alguidar e depois ia juntando o resto dos liquidos e ovos e amassava tudo á mão, não havia batedeiras electricas pelo meio.
O primeiro passo destas que fizemos era substituido por um pão em massa que se encomendava na padaria ao mesmo tempo que se encomendava o fermento de padeiro.
A receita e os braços que amassavam já estão longe, por isso temos que nos contentar com estas que ficam com uma textura mais fofa e menos estaladiça.