Viagens-Douro

>O caminho do Jacinto

>Este foi o caminho que a personagem do livro A cidade e as serras de Eça de Queiroz fez quando veio de paris para morar na sua casa em Tormes.

O caminho começa na estação de comboios de Caldas de Aregos/Tormes e termina na casa da actual Fundação Eça de queiroz.
É um percurso que está devidamente assinalado e para quem quiser faze-lo está aqui bem explicado e é interessante fazer o caminho com este guias impresso e ir vendo aparecer as casas que estão descritas e sentir que estamos no caminho certo e a avançar

Vamos subindo e deixando a estação e o rio para trás, passando por caminhos estreitos, mas limpos, uns mais ingremes que outros, uns em terra outros em pedra…

Aqui espreitamos umas uvas, ali uma abobora chila no meio das silvas, um pipo esquecido ou talvez não…

Por aqui vemos umas casas mais simples, mas por acolá já espreitam umas senhoriais.

De vez em quando ouvimos uma sineta, é a da pequena igreja da aldeia, que junto com um galito ou um cachorro, são os unicos elementos perturbadores do silencio local.

E eis então que depois de quase uma hora e vinte minutos de subida, aparece a casa da Fundação.
A casa merece uma visita, principalmente se tiverem a sorte de ter como guia um entusiasta da obra de Eça como nós tivemos. Dentro desta casa não é permitido salvo em alguns locais tirar fotografias, porque a casa ainda é habitada, pela viuva do neto do escritor, actual presidente também da fundação.
A casa e jardins

As fotos possíveis, do interior, do trono do Jacinto, tal como vem no livro

Da cozinha

Da capela

Estes paineis que encontramos na estação de caldas de aregos, retratam um bocadinho a história do Jacinto que veio lá de Paris cansado da vida mundana e “doente de fartura” como dizia o Grilo (empregado)

depois dos contratempos da viagem, de chegar sem malas e fazer a subida até casa numa Égua em companhia do amigo que teve que ir de burrito…

deslumbrado com as paisagens do douro

e com a comidinha simples do nosso cantinho, facilmente trocou a bela cidade luz pelas serras…

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>São Leonardo da Galafura

>Nestas ultimas férias, fui como de costume, nas férias de Setembro dar uma voltinha pelo nosso portugal.

E a zona escolhida foi o Douro uma região com paisagens de uma beleza pura, as encostas em socalcos, com o rio ao fundo no seu lento caminhar para a foz, o silencio que nos acompanha á medida que caminhamos e vamos parando neste e naquele recanto ou miradouro, faz desta uma região unica.

O miradouro de São Leonardo da Galafura eternizado nos poemas de Miguel Torga, é como ele dizia A Beleza absoluta.

Já há muito tempo tinhamos vontade de ir lá, mas não se tinha ainda proporcionado, pelo que a expectativa era grande.

Assim depois de voltas e mais voltas lá chegamos ao sitio e a primeira coisa que vimos foram alguns apontamentos, que não deixam esquecer o mestre.

Depois a capelinha de São Leonardo com o santinho guardião do templo e da paisagem que nos esperava.

E lá nos aproximámos das rochas que queriam esconder o tesouro mais bem guardado

E aqui sim, parece que estamos sozinhos no mundo, o unico som que se ouve já não é do silencio, mas do vento, que se ouvirmos com atenção até parece o mar.